terça-feira, 27 de maio de 2008

Dúvidas...

...não terá o assassino, contratado por Maria das Dores, se enganado no membro da família que era suposto matar?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Eu cá prefiro patas de coelho...

Até hoje, nunca cheguei a perceber se se tratava de uma verdadeira superstição ou de uma simples forma de troça. Independentemente da opção, gostava de descobrir (por mera curiosidade) o ser que "postulou" que calcar dejectos caninos incrementava a sorte do feliz contemplado.
Infelizmente, a Câmara Municipal do Porto não está pelos ajustes. Parece não querer que o Euromilhões produza excêntricos na cidade ou que um indivíduo solteiro de beleza pouco apurada conheça a mulher dos seus sonhos. Para o efeito criou nada mais nada menos que... o saco cão!
Graças a estes artefactos, os donos já podem dedicar-se de corpo e alma à mui nobre tarefa de recolher o produto da actividade digestiva dos seus estimados amiguinhos de quatro patas. A preocupação com o sucesso desta medida foi de tal ordem que, para prevenir eventuais confusões entre as fezes e qualquer tipo de chocolate belga, inscreveram no saco a frase "não usar para alimentos".
Contudo, os autarcas olvidaram a vertente renegada da classe canina, singelamente chamada de "rafeira"... Como consequência, ainda vão aparecendo inumeros amuletos nos passeios da Invicta à espera de serem encontrados e (in)voluntariamente pisados.
Muito sinceramente, espero que continuem a proliferar cães abandonados; caso contrário, o mercado negro pode iniciar a sua actividade neste ramo e todos nós sabemos da enorme extensão (e extensabilidade) deste tipo de economias paralelas e das repercussões negativas que acarreta para a saúde orçamental do nosso país.
Por isso: "Hey! Rio! Leave those dogs alone!"

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Cromos da bola

Homem que é homem, quando era criança, coleccionou os lendários autocolantes com os emblemas e jogadores da nossa liga de futebol. Fez parte da nossa essência trocar as centenas de figuras repetidas. Quem nunca ouviu frases como "Só te troco o Mielcarski por 3 jogadores do Tirsense, por causa qu'ele é muito raro!" ou "Os brilhantes valem por 2!" não pode ter frequentado o ensino básico.
Nos dias que correm, já emancipado e com a barba a crescer desenfreadamente, com (alguma) maturidade, abandonei essas lides. Isso não me impediu, contudo, de recentemente dar uma olhada na caderneta da presente temporada (BwinLiga 07/08).
Esse acto deixou-me abismado e a questionar todas as minhas capacidades de observação do meu desporto de eleição. Agora, por baixo da foto dos craques, aparece uma pequena descrição dos mesmos...

Fiquei com a sensação que o Estrela da Amadora tem um plantel ao nível da Premier League; que Pedro Mantorras é "um verdadeiro cozinheiro de golos"; que Tiago Targino é um prodígio técnico; que a Académica tem duas muralhas no lugar de guarda-redes; que Jair Baylon tem tudo e mais alguma coisa para ser Bola de Ouro; que Paulão deveria abandonar a Naval para fazer dupla com Rio Ferdinand no Man Utd...
Cheguei à conclusão que o nosso principal campeonato é, seguramente, o mais competitivo do mundo. Todos os pontas-de-lança têm faro de golo e um instinto matador , não há um único extremo que não seja um quebra-cabeças para o lateral contrário, os médios foram buscar ao útero materno uma criatividade renascentista, os guarda-redes (sem excepção) são gatos entre os postes e seguros fora deles e, como se não bastasse, todos os centrais são intransponíveis.
Gilles Binya não consta na referida caderneta. Porque será? A resposta é simples: para que o seu primor técnico e a sua subtileza nas entradas para desarmar os adversários não ofusquem os demais jogadores/craques. Além disso, a segurança de quem ousasse ter o astro camaronês repetido estaria em franco perigo, pois qualquer jovem estaria disposto a fazer tudo para o adquirir.
Cardoso é apontado de antemão como o melhor marcador da prova, mas Miljan Mrdakovic parece ter tudo para apimentar a discussão. Lisandro Lopez provavelmente precisará de anti-depressivos.

Bem, eu até já estava a ficar convencido que aquilo de facto era verdade e que eu é k não sabia nada de futebol, mas Zoro deteve a minha atenção. "Hostil". Assim era definido.
Toda a gente sabe que ele é uma jóia de moço!

Bolas, afinal o nosso campeonato continua uma valente "M"...

(NOTA: POST PUBLICADO SIMULTANEAMENTE NO TORRADA DO MEIO E NO WHO CARES)

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Abril de sim Abril de não

Eu vi Abril por fora e Abril por dentro
vi o Abril que foi e Abril de agora
eu vi Abril em festa e Abril lamento
Abril como quem ri como quem chora.

Eu vi chorar Abril e Abril partir
vi o Abril de sim e Abril de não
Abril que já não é Abril por vir
e como tudo o mais contradição.

Vi o Abril que ganha Abril que perde
Abril que foi Abril e o que não foi
eu vi Abril de ser e de não ser.

Abril de Abril vestido (Abril tão verde)
Abril de Abril despido (Abril que dói)
Abril já feito. E ainda por fazer.

Manuel Alegre

domingo, 13 de abril de 2008

O maior da minha aldeia ou "como diz o outro"

Chego à conclusão que os jogos foram criados para o homem ter do que se gabar junto dos colegas...

Este espírito, de fazer crer que a nossa existência é tão ou mais brilhante que o próximo, vem pelo menos dos nostálgicos tempos do nokia 33.10 e do jogo snake...
Por mais que tenha jogado, o meu triunfo era sempre desvalorizado por alguém que "um dia no telemóvel do amigo"(reparem que o "tal" nem sequer jogara mais que duas ou três vezes espaçadamente)fizera 2500 pontos sem espinhas.

E quem no football manager admite ter sido sempre despedido a meio da época durante 15 épocas a fio? Todos conseguem "pegar" no Barreirense e na segunda época eram já campeões europeus...

E quem admite jogar com 3 estrelas no PES?

Nestes duelos de masculinidade, admitir que não se é o melhor em algum jogo, é admitir uma derrota antecipada, uma perda de virilidade, um gozo constante, descer na consideração dos colegas, deixar de ser homem, deixar de ser convidado até para as futeboladas...

E quanto a experiências de vida?
Todos deram a primeira queca na pré-primária ou seduziram a professora estagiária...
E quando não há credibilidade para convencer o próximo, porque minutos antes se confundira sexo oral com conversas picantes, há sempre um primo onde recorrer...

O primo que partiu a boca a 13 macacos que o iam assaltar...o primo que vende playstations a 35 euros, mas que nunca tem nenhuma disponível para ti...o primo que jogou futebol nas camadas jovens do Porto...e mesmo quando os pais não têm irmãos ou é filho de Adão e Eva...acredita que o primo dele era o gajo que conheceu o Mourinho e discutiu futebol durante meia hora antes de ele ser conhecido, e o gajo nem percebia muito da coisa...

Caros leitores, para dizer a verdade este texto nem foi pensado por mim...este texto "é como diz o outro"...

domingo, 6 de abril de 2008

MSN Coach..


O treinador do Belenenses, Jorge Jesus, nunca cativou especialmente a minha simpatia desportiva.. Nem estética diga-se. A somar a isto, conseguiu trazer a público mais um pormenor que me irrita profundamente – quer pela situação propriamente dita, quer pela forma especialmente parva como se gaba da sua utilização. O Diário de Noticias deu umas luzes numa noticia de 08/12/2007, com o sugestivo título de “Jorge Jesus: os sinais que vêm lá de cima!” – transcreve-se: Marco Pedroso é uma espécie de "agente secreto" de Jorge Jesus, o operacional dos serviços de "inteligência" do Belenenses, o expert da informática que longe dos projectores e das luzes da ribalta presta o apoio estatístico ao líder da equipa técnica e assim lhe permite usufruir de algumas das vantagens que as novas tecnologias podem emprestar ao futebol. (...) Assumindo-se "muito à frente" em vários domínios do jogo, Jesus revelou recentemente num debate na RTP1 (no programa Prós e Contras precisamente dedicado ao papel das novas tecnologias no futebol) o apoio online que recebe no decorrer das partidas, apesar de também nesta área a discrição e a confidencialidade representarem conceitos-chave.

Basicamente, neste estreita relação que o Sr. Jesus tem com Marco Pedroso, não é o primeiro que ajuda Marco mas sim este que abençoa o Sr. Jesus com informações online sobre a partida. Até aqui tudo bem, cada um relaciona-se com o Senhor à sua maneira. Agora, o que me irrita solenemente, além da voz e do cabelo do técnico, é o facto de em toda e qualquer oportunidade que o homem tem em frente a um microfone ou a uma câmara de televisão, se gabar constantemente, criticando tudo e todos baseado no seu informador online. Não há conferência de imprensa em que se questione um mero lance duvidoso em que Jesus não se valha do Pedroso, acrescentando no fim, como não podia deixar de ser, que ele sabe porque tem um informador online.

Face a tantas irritantes invocações do homem-online tão amigo do Sr. Jesus, só peço (terá de ser a Deus!..) para que um dia Pedroso tenha um imprevisto qualquer. Depois, num Belenenses-Paços de Ferreira com 2 penalties duvidosos, chega Jesus à Sala de Imprensa e é desde logo questionado pelos jornalistas, esperando estes a sua recorrente argumentação tecnológica. No entanto, face ao imprevisto de Marco Pedroso, Jesus lá terá tristemente que responder aos jornalistas – “desculpem mas hoje não sei de nada, o Marco não estava online.. estava Ausente para Almoço!”. Cuidado Jesus, isto das modernices às vezes não é muito fiável.. ah, e corte-me esse cabelinho sim?

domingo, 23 de março de 2008

Guinness, cobras e melão

Uma das mais inúteis invenções do Homem dos últimos séculos foi o Livro de Recordes do Guinness. Pessoas anónimas, geralmente oriundas das mais recônditas terriolas norte-americanas, animais selvagens ou simples caniches de penteados deprimentes e atentatórios da dignidade do cão canídeo, deixam o estatuto de nobre desconhecidos para se tornarem famosos pelos seus (in)assinaláveis feitos.

Desde a senhora de cabelo despenteado e óculos de fundo de garrafa que treinou a sua cadela para saltar a alturas superiores a metro e meio (segundo ela porque quando a cadela era pequena "não parava de andar aos saltinhos"); à jovem que possui um cavalo pigmeu - e atente-se à informação adicional que a jovem faz questão de nos fornecer bem ao estilo Jorge Gabriel no final de cada pergunta do Quem Quer Ser Milionário?: "há os mini cavalos, do tipo A e B [assim como há os ovos de tamanho L e XL, acrescentaria eu]; e há os cavalos pigmeus que ainda são mais pequenos que os mini cavalos de tipo A" - e que tenta bater o recorde: salto em altura mais alto jamais executado por um cavalo pigmeu, marca que se cifra nos 60 centímetros (!); até ao freak de 850 kg, provavelmente proveniente de uma terra onde abundam os restaurantes de fast-foog (o que engloba qualquer lugar nos EUA), e que possui uma belíssima cascavel com a qual decide procurar (e consegue) bater o recorde: maior número de balões rebentados por uma cobra num minuto (!!!).

E penso que daqui não conseguirei avançar. Se ainda podemos considerar como equacionáveis os dois primeiros "feitos", este último é delicioso de tão... estúpido. Quem é que se lembra, caros leitores - e digo isto já a espumar-me fartamente - de pôr uma cobra, venenosa, letal e que faz um barulho irritante com a cauda a rebentar balões? Balões daqueles que se usam nas festas de crianças, às cores! E sabeis vós qual o processo para conseguir o "feito"? Nada mais inteligente que atiçar o bichinho contra os balões e deixar que ele, com os seus dentes carregados do suculento veneno, mortal para qualquer animal, rebente os ditos. Muitos parabéns caro amigo, conseguiu bater um recorde difícilimo. A cobra rebentou nos 60 segundos a impressionante (de tão ridícula) quantidade de... onze balões.

Pois muito bem, podia ter rebentado 1 ou 350 milhões que o recorde seria batido na mesma, sabe porquê, caro amigo? Porque mais nenhum idiota à face da terra se lembra de ter cascaveis em casa para treiná-las e bater com elas o recorde maior número de balões rebentados por uma cobra num minuto!!! Pela simples razão: isso é estúpido, perigoso e não faz o mínimo sentido.
Mas la está, assim também eu vou bater recordes do Guinness. Um prezado colega blogger desta casa, que não vou estar a nomear, tentou já, embora fracassando, bater o recorde indivíduo capaz de comer um bolo de arroz num minuto. E eu vou mais além... Irei bater o recorde: pessoa no mundo que consegue equilibrar em cima da cabeça, durante um minuto, o maior número de nacos de melão envolvidos em fatias de presunto com um palito a atravessá-los de um lado ao outro e embrulhados numa folha de papel enquanto lê o jornal Expresso e toma café, com o televisor ligado no canal Bloomberg. Serei capaz?

segunda-feira, 17 de março de 2008

parabens..



Hoje acordei com um estranho sorriso nos lábios, a democracia está de parabéns!

Faz hoje 30 anos que o presidente de uma das regiões autónomas nacionais chegou ao poder, o que significa que desde de 17 de Março de 1978 (!) que o a Ilha da Madeira "elege" (estamos a falar da Madeira) o mesmo líder. O aniversario da tomada de posse de Alberto João Jardim constitui muito provavelmente, a seguir ao Calado/Melão affair, aos artigos de opinião de Cláudio Ramos e à revelação das fotografias de Ana Malhoa - versão camionista, uns dos acontecimentos que marcarão os destinos da presente geração lusitana. Hoje o alvoroço era inevitável. O meu pássaro chilreava desenfreadamente, o cão da minha tia saltava de contentamento, o meu pai acordou cedo e logo abriu as janelas sentindo o sol matinal.. João Jardim estava de parabéns!

Mas não se pense que aqui em casa essa pacata figura do panorama politico nacional apenas hoje foi especialmente lembrada! Já há uma semana que o madeirense é por aqui referenciado com especial vigor. Desde logo por um elegante e sempre agradável trabalho jornalístico feito pela SIC Noticias acerca de alguns jovens e respectivas famílias em zonas como Câmara de Lobos, Ponta do Sol ou Ribeira Brava. A alegria generalizou-se! como seria de esperar a reportagem trazia novas de alegria oriundas do trabalho dedicado do líder social-democrata - "casas" de uma divisão partilhadas por casal e 7 filhos, jovens adolescentes a mendigar de pura fome, proliferação de aliciamento para redes de pedofilia à luz do dia, crianças a arrastarem-se sem nada para comer.. raiaram rasgados elogios a Alberto João!

Hoje, no seu grande dia, o canal público, justificadamente, não se conteve! Tratou de entrevistar madeirenses famosos e claro, quem melhor para falar do ilustre Alberto João Jardim? Joe Berardo, o homem que articula os seus discurso e raciocionio quase tão bem, mas a nível bem próximo, como o meu primo de 5 anos! Óbvio, que pela sua longa experiência como cidadão madeirense, Berardo enalteceu o trabalho da personalidade em questão realçando as boas obras por este preconizadas - certamente por ser muito afectado pela sua utilidade!
Refiro ainda que o Presidente, questionado pela forma como gostaria de ser relembrado afirma, "estão neste momento cerca de 4000 obras a decorrer; gostava que daqui por uns anos as pessoas passassem e comentassem - isto foi feito na era de João Jardim!".. desejo ardentemente que os comentários não venham apenas de visitantes; visitantes que por este andar serão quase que necessariamente a par e passo prevaricadores financeiros ou pedófilos belgas! Pelo menos, que ainda sobreviva algum nativo para ver a sua Ilha daqui a uns tempos..

Perante isto só me resta eu próprio em nome principalmente da pequenada madeirense que, infortúnio o seu, não nasceu em berços de ouro de paizinhos que os mantém a passear nas Faculdades do Continente, mas cujos gemidos de fome e lágrimas de mágoa e dor elevam a imagem do grande líder, amigo dos seus "eleitores" (estamos a falar da Madeira), e já saudoso Alberto João Jardim, dar os sinceros parabéns pelo seu bonito percurso à frente dos destinos da Ilha de Gonçalves Zarco e Vaz Teixeira! Salve amado Presidente!


= post publicado em simultâneo em Torrada do Meio e no Echoes.. =


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Estupefacientes

Enquanto somos novos, pensamos que somos de ferro, que nada pode causar amolgar a nossa saúde.
Expomo-nos a todas as intempéries sem preocupação por encontrar abrigo, dormimos mal e ingerimos cafeína q.b., consumimos alimentos de elevado teor calórico e com pouca diversidade nutricional; levamos uma vida demasiadamente sedentária; praticamos pouco desporto,; respiramos ar poluído e fumamos tabaco como se de rebuçados se tratassem; bebemos bebidas alcoólicas; vamos frequentemente para a cama com os dentes por escovar....
Com tudo isto e muito mais, o ferro começa a enferrujar. As rodas e as engrenagens começam a perder fulgor, a pedir óleo.
Ao fim de alguns anos, aumentam os custos de manutenção. O factor capital começa a perder rendabilidade a olhos vistos, caminhando no sentido de se tornar obsoleto. O problema é que a mudança de peças só se pode fazer em casos extremos e acarreta riscos muito elevados, podendo inclusivamente comprometer irreversivelmente o material.
Iludido, julguei ter descoberto a solução para os meus desaires na gestão da saúde: a droga. No curto prazo, potencia a produtividade.
Todavia, parece que, no final do exercício, não faz nada bem...

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Bruce Willis

Para muitos provavelmente o melhor actor alguma vez captado em película, Bruce Willis é um ícone vivo.
A dias dos 53 anos, Bruce Willis distingue-se como o ídolo de grande parte dos estudantes de Direito em Portugal. O seu charme, a sua desconcertante frieza face ao perigo, e todo o look “Who gives a fuck?”, tornam-no no modelo a seguir por esta classe estudantil portuguesa quando confrontada por provações como Direito Administrativo, orais que serviram de inspiração a inspectores em Guantanamo Bay, e vilões de hirto laço.
Segundo recentes dados do INE, ídolos como Dalai Lama, Martin Luther King Jr. ou António Sala, foram recentemente ultrapassados pelo actor que nas telas celebrizou o detective John McClane. Os dados mostram que para isto contribuiram o recente sucesso de Live Free or Die Hard, onde de novo portagoniza o intrépido detective, bem como o facto de se ter divorciado da sua belíssima esposa, sem nunca abandonar o seu look “Who gives a fuck?”…
Há dias perguntaram-me porque abandonei a praxe. “Porque queria ser o caloiro ‘Bruce Willis’, mas eles preferiram chamar-me caloiro ‘bonito’!”, respondi. Foi duro…
A minha prima Isabel não gosta do Bruce Willis, mas eu cá admiro-o…

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Quem quer saber? Queremos todos!

A família Torrada do Meio está hoje bem consolidada. Não há recanto deste universo internético - sim, inventei a palavra agora - que não tenha já sentido, nem que ao de leve, a intensa marca, a fortíssima intensidade criativa, o inesquecível fervor apaixonante que brota bem lá do fundo de cada um dos reconhecidos bloggers desta casa. Depois dos já falecidos A Ribeirinha e O Chato, e dos intensamente criativos Another Stupid Blog, Echoes e Tangerina, nasce um novo blogue de um dos autores do Torrada do Meio.
O Who Cares? (I do) é o novo espaço do nosso prezado Tiago Gmr. Não deixem de o visitar, pois toda a intensidade discursiva, expressividade estilística e cativante imaginação do seu autor não vão deixar de vir ao de cima em cada texto. E parece que neste novo blogue poderão conhecer uma nova vertente do nosso Tiago. Um endereço a não esquecer.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Fome. Esperança. Gula

Passava já das 10:30h quando abandonei, a custo, o meu pachorrento leito. A fome já durante a noite me vinha apertando o estômago, mas nada havia em casa para saciar meu voraz apetite. Passaram-se as horas, e a preguiça superava a fome. Definhava, isolada do mundo, à distância de uma refeição que me ressuscitasse, me trouxesse de volta a vontade de viver...
Talvez tenha sobrevivido, mas já nem sei dizer. Só me lembro de regressar à cama, desejando algo que pudesse dar um novo sentido à minha existência, de uma qualquer luz que não a do meu velho candeeiro que me guiasse nas tortuosas jornadas da vida.
Antigamente eu não era assim, perdida e pessimista. Era uma jovem positiva, que irradiava uma alegria inigualável, que contagiava com risos as outras pessoas com tanta facilidade como se tal se tratasse de um vírus incurável...e do qual ninguém parecia ter pretensão de recuperar.
Agora, faminta, melancólica, moribunda, apercebi-me de uma coisa. Preciso de alguém ou alguma coisa que me contagie como eu fiz em tempos aos outros, que me revitalize o corpo e a mente, de um Red Bull incorpóreo que me dê asas...

Ou então outra coisa...




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Evolução da espécie...

Evolução...provém do latim "evolutio", i.e, "desabrochamento"(palavra envolvida de uma certa pertinência no tema em questão)...
Desde o século XIX, "evolução" é geralmente usada como referência a uma evolução biológica e mudanças nas características da vida(e que mudanças...).



Hoje falarei de uma espécie em especial...Os ícones da miudagem...
Não falo de qualquer Super-homem ou Homem-aranha...mas sim das meninas escolhidas para entreter a criançada...


Longinquamente...tudo começou com a Xuxa..."rainha dos baixinhos"
...e como qualquer produto estrangeiro que funciona...viria a ser adoptado em Portugal...
Bonita, jovem, boa voz entre muitas outras coisas boas e sugestivas (basta ver o quão apelativa parece esta capa)->


Recuemos à minha infância...

Sei eu hoje que começou no A e a seguir vem o E por causa desta "menina inocente" ...



Cantava e encantava "xinkiwinkis"...

A menina começou a sentir-se mulher e a necessitar de algo mais...especialmente na região do peito...

Resultado...



History repeats itself...Poderia ser este um exercício de "descubram as diferenças"?

Os miúdos sabem hoje o valor da amizade por causa desta "menina inocente"...



Cantava e encantava "xinkiwinkis"

A menina começou a sentir-se mulher e a necessitar de algo mais...especialmente na região do peito...



Resultado...



O que é hoje a Ana Malhoa? o que será amanhã a Luciana Abreu? (deixo a entoação à escolha do leitor, de desapontamento, indignação ou excitação)

Não deixa de me dar um especial prazer sádico ver certos assassínios de carreira...já ouvi dizer porém, que os shows lésbicos na lama resultam em assinaláveis fortunas para as suas intervenientes...

Ps: aguarda-se ansiosamente pela próxima Estrela dos mais novos...diz-se já estarem abertos os castings...Alexandra Lencastre esteve na calha, porém o seu aspecto maternal pareceu não adequar-se aos progamas que começam às 7 da manha, estando porém assegurada a sua contratação para os programas que acabam às 7 da manhã!

A equipa Torrada do Meio teve acesso exclusivo aos mais recentes castings...fiquem com a Náná!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Do Carnaval e do frio que nessa época se sente em lusitanas terras

Dizem os maiores sábios da Geografia mundial que no hemisfério norte, entre 21 de Dezembro e 21 de Março se vive uma estação do ano denominada Inverno. Alguns mais radicais, incautos até, ousam sustentar que nessa época, no hemisfério norte, as temperaturas são baixas, a pluviosidade mais elevada e o sol brilha mais tímido, por entre as nuvens carrancudas que pintam de cinzento o manto azul celestial, que costuma pairar sobre nossas cabeças. Nunca gostei muito de cientistas. Sempre os encarei como meros frustrados da vida, seres que pela sua incapacidade de se integrarem na convivência social, se preferem entregar ao mundo das pipetas e dos tubos de ensaio. A sabedoria popular, essa sim, encontra geralmente resposta para todas as ânsias e todas as necessidades mais básicas a que o Homem, enquanto ser político e biológico, tem forçosamente de responder.


E que bem se pronunciou a sabedoria popular (popularucha, direi melhor) portuguesa sobre esta acesa polémica das estações do ano. Que melhor argumento que os grandiosos desfiles de Carnaval à moda brasileira de localidades como Ovar, Mealhada e Nazaré? É tão claro como a água que entre Dezembro e Fevereiro não se fazem sentir temperaturas reduzidas neste luso cantinho. Como poderá o argumento proceder face a imagens como esta?




Repare-se no azul do céu lá atrás e na forma como está vestida a multidão que assiste na moderníssima arquibancada, construída para melhor comodidade do público (atente-se a título de exemplo no indíviduo de camisola vermelha)... É notório o calor que se faz sentir na localidade que serviu de palco a este grandioso desfile de Carnaval, que quase (quase) faz inveja ao desfile da cidade brasileira de Santa Catarina de Japarecuaçú.

Mas não se esgotam aqui os argumentos. A comunicação social encarrega-se de os enumerar:

«3 fevereiro 2008

Cancelado o Corso de Domingo - Em virtude das condições meteorológicas, está oficialmente cancelado o desfile de hoje. (...)»

in http://noticias.sapo.pt/lusa

«Nazaré, Leiria, 03 Fev (Lusa) - A chuva intensa que se fez sentir na vila da Nazaré interrompeu o desfile carnavalesco na Marginal, mas muitos foliões ainda insistiram em terminar o corso.»

in http://carnaval.ovar.net/

Meus senhores, reformem-se os manuais e os programas de Geografia do ensino básico e secundário, que as nossas crianças estão a ser mal formadas!

PS.: deixemos as imitações rascas e defendamos a tradição portuguesa. A importação é bem-vinda quando necessária e, acima de tudo, quando feita com bom gosto. Para quê fazer desfiles com senhoras em biquini, por mais agradável à vista que isso possa ser, se as condições atmosféricas desta época do ano não o permitem? Sejamos razoáveis. Resta-nos esperar que as meninas da fotografia não tenham ido parar ao hospital com hipotermia. 'Taditas!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A idade da inocência (e da discórdia)

Há perguntas que são inevitáveis. Pura e simplesmente somos impelidos a fazê-las quando para tal surge a oportunidade.


"O que é que queres ser quando fores grande?"

Pais, avós, tios, primos mais velhos, professores, amigos dos pais, familiares por afinidade sempre a obedecer ao protocolo de perguntar... Enfim, todos nós ja fomos questionados quando ainda cambaleávamos de guizo na mão, quando andávamos à volta da fogueira sem saber o que tinha custado a liberdade.


Quantos bravos bombeiros, quantos dedicados médicos, quantos rigorosos polícias, quantos craques da bola teríamos hoje se o nosso futuro tivesse sido definido nessa altura... Sonhar é bom. Ajuda-nos a crescer, a sermos realistas, a termos uma meta, ainda que saibamos de antemão que tal nunca passará de uma miragem.

Contudo, há quem não queira passar para a faixa etária subsequente (e não me estou a referir à Floribella). Há sempre alguem que quer remar contra a nefasta irretroactividade da suprema Lei da Natureza.


"Quando eu for grande quero ser pequenino!" insistem alguns incautos garotos, plenos de inocência.

E não é que alguns conseguem mesmo rejuvenescer?

Mas... Serão eles capazes de suplantar a lei perante a qual não há possibilidade de recurso? Não estou seguro disso. Talvez consigam ultrapassar a lei, mas apenas a criada pelos homens...


Se Deus quer, e o homem sonha... Porque não?


sábado, 19 de janeiro de 2008

batatada..


ultimamente tenho andado extremamente agressivo.. (por acaso até tenho andado especialmente calmo, mas p'ra efeitos legais vamos supor-me consideravelmente danado!)

Assim sendo, tenho sentido um apetite duma intensidade notável de fazer algo que já há muito, muito tempo não faço. Tirem essas ideias macacas da cabeça, tem-me apetecido andar à porrada! Importa desde já esclarecer o âmbito de aplicação da expressão andar à porrada - sendo este o mais acanalhado possível..

Posto isto, tenho andando a elencar comigo mesmo uma serie de situações com que me tenho deparado no meu dia-a-dia e que tem motivado os meus acessos de carinho!
Pois é, é isso mesmo, precisava de atestar uns selos em gajos de 19 anos que vão para cabeleireiros de senhoras denegrir a imagem de colegas sem ganhar absolutamente nada com isso; em artistas que têm a mania que são
dreads da street lá porque são quase cinturões negros e depois levam grandes treinos; nos sindicalistas, em todos em geral, mas nos que promovem a greve dos argumentistas nos EUA e não me deixam ver as minhas séries, em especial (sem esquecer a tropa toda da CGTP); nas pessoas que dizem que não contratam licenciados porque têm formação a mais; no Paco Fortes; no Centro Democrático Social e respectivos assessores de imagem; no assobio do David Fonseca que não me sai da cabeça; nas pessoas que insistem em dizer a porcaria do "s" ao conjugar os verbos na 2ª pessoa do singular, no pretérito perfeito, na interrogativa (vá eu explico.. entendestes?!); entre outros..

eu sei que no âmbito da parvoíce do Torrada não devia estar p'ra aqui com divagações deste cariz mas pensando bem também atestava dois tentos bem aviados no artista que se lembrou de inventar este
template para o blog.. mas enfim!

ah, outra coisa, enquanto escrevia este post ouvia os comentários finais na emissão da TSF ao FCPorto - CDAves a contar para a Taça de Portugal. No fim, o jornalista que orienta a emissão passa a introduzir a típica eleição do melhor em campo pela equipa TSF. X a tua opinião - "jogador y", Y a tua opinião - "para mim, Ernesto Farias" , para mim Ernesto Farias também o melhor em campo.. e aí está melhor em campo para a equipa TSF o avançado do FCPorto, Ernesto Farias.. SÃO 3 PESSOAS!!! mas que raio de eleição é esta pela "equipa TSF"? ei, grande sondagem, sim senhor quem será 30 votos e tal..
não, 3 pessoas, siga o Farias! com franqueza..


enfim juventude, e pergunto eu, onde esta o meu direito de mandar uns pêros bem assentes?



considerem-se avisados..
(ahh, aliás, considere-se avisada!)


quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

100% Alma

O nascimento de Jesus Cristo marca início de um calendário, o Gregoriano, adoptado por grande parte do nosso mundo como a referência temporal da História.

Jesus uniu num só credo, numa só fé inabalável, milhões de seguidores, sendo “alvo” de uma venerações despretenciosa e sem precedentes, pela sua bondade inata, pela vontade de ajudar o próximo, enfim, pelos ideais que defendeu até ao seu fim carnal… para nos salvar

Cerca de 2000 anos depois, surgiu uma nova estrela… Tal como Jesus Cristo, reuniu discípulos e arrastou multidões. Não na Palestina, mas em Portugal. Não por transformar água em vinho, mas por transformar passes em golos. Não por espalhar uma mensagem pelo mundo, mas por espalhar magia por incontáveis campos pelados de futebol…

José Manuel (a.k.a. Zé Manel Picão) nasceu para brilhar. Desde cedo se percebeu que ali havia algo mais do que puro talento; havia paixão. Paixão essa que, ao longo de mais de uma década, contagiou todos aqueles que acompanharam o maravilhoso mundo da Associação de Futebol de Braga, em particular um ilustre clube sito nas imediações da Cidade Berço: o Clube Desportivo de Ponte.

Com um porte e estilo de jogo elegantes (mas não menos eficientes), Zé Manel conduziu os destinos dentro das quatro linhas do clube que o viu nascer, sempre com toda a dedicação que um ser humano pode empregar numa tarefa. Contudo, o modo como encarava cada desafio, cada adversário, cada guarda-redes inspirado, cada muralha defensiva, dava a entender que para ”El Pibe de S.João”, o jogo não era meramente uma tarefa. Era uma autêntica filosofia de vida, perfumada por aquela fragrância, pautada por um fervor tão peculiar, por “aquele” fervor, que é apanágio dos predestinados.

Podia ter sido médico, advogado ou até construtor civil… mas o fado destinou-lhe o futebol, para gáudio da “aficción” do seu clube. Ver o Ponte a jogar, era ver o Zé a jogar. Não estou com isto a retirar mérito aos demais membros do plantel, apenas estou a exaltar, ou melhor, a recitar, qual epopeia, as fabulosas aptidões do nosso Astro.

No entanto, “everything that has a beggining, has an end”. Volvido um incontável número de temporadas ao mais alto nível, chegou a altura de pendurar as botas, arma letal ao longo da sua carreira, de onde saíram imensos tiros de regozijo das gentes…

Sem dúvida, o futebol ficará mais pobre. Mesmo assim, os momentos inesquecíveis por ele protagonizados, ficarão eternamente pintados na tela da nossa memória. Valha-nos isso.

Isso e a esperança que prolongue o seu trabalho, agora fora das quatro linhas. Que seja ele o Pastor de um rebanho fiel e empenhado, tal como Jesus foi. Refiro-me agora aos jogadores, que enriqueceram com o seu legado.

Fecha-se um ciclo, mas um novo começa. Do mesmo modo que o filho de Maria continua vivo no presente (e certamente continuará), a garra e o querer inabaláveis do nosso mágico ficarão para sempre incrustadas nos horizontes da memória.

Um bem-haja

Até Sempre

sábado, 29 de dezembro de 2007

Fia-te na virgem e não corras...

Sempre me fora dito(ou pelo menos pela minha querida avó), que a Bíblia, qual fax divino, era a palavra do Senhor e que todos segundo esta deveriam guiar as suas vidas...
Blasfémia, rosnava a velhinha quando eu dizia que não era para "levar à letra"...o Senhor é perfeito...
"Mas a religião podia tomar uma posição e actualizar o manual da Catequese...", Blasfémia...isso seria negar pressupostos de uma realidade que não é questionável...mudar toda o fundamento de uma religião...
"Mas não pode ser perigoso dizer aos meninos para lerem a Bíblia, interiorizarem a palavra dos diversos autores que põe no papel a vida e vivências "do Jesus" e seus contemporâneos?" Não...a Bíblia é um conjunto de valores inestimáveis e perfeitamente intemporais...

Transcrevo aqui uma carta em tom jocoso...em resposta aos que apelidam de "cabrões dos ateus", mostrando toda a simpatia de que um "cego" religioso consegue ser capaz...

“Laura Schlessiger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levítico 18:22 e não pode ser perdoada em nenhuma circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para dra. Laura, escrita por um cidadão americano.”

“Cara Dra, Laura:

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas na Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu programa, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 afirma claramente que isso é uma abominação. Mas eu preciso de sua ajuda no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las nos dias atuais:

a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Hoje, qual você acha que seria um preço justo por ela?

c) Levítico 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir escravos canadenses?

d) Levítico 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100% ou pode-se dar um jeitinho?

e) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem ser mortos?

f) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19, plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los, conforme nos é ordenado em Levítico 24:10-16? Não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros?(Levítico 20:14)

PS. Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a Bíblia é a palavra de Deus e é eterna e imutável.

Seu discípulo.”



Já agora...caros amigos de curso...Temos exame de Direito Penal dia 5...Sábado...Boa Sorte e cuidado...

"Executar todo aquele que fizesse qualquer atividade no dia de sábado". Esse mandamento está em Êxodo 20:8 a 11 e Levítico 23:3.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Natal e... pragas urbanas

Ando um ano inteiro a preparar-me para o Natal. Em Janeiro, abomino-o na ressaca dos doces. Em Fevereiro e Março ainda me vem à boca um saborzinho estranho quando ouço a palavra. Em Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto e Setembro, passa-me ao lado mas se me lembrar dele já me vem à cabeça como recordação agradável de uma estação do ano muito distante, quando chove e faz frio e sabe bem vestir muita roupa (o que me soa muito estranho, principalmente nos meses de Verão). A partir de Outubro, não há nada a fazer, começo a senti-lo chegar ao longe, aos poucos, pedindo licença para entrar à boleia das primeiras chuvas e das primeiras temperaturas abaixo dos 10ºC e isso fascina-me. E quando chegamos a Dezembro, já não penso noutra coisa.

Sempre foi assim que vivi a chegada do meu Natal, alegre, em ebulição diria mesmo. Até que algo mudou a minha forma de o ver e não, não teve nada que ver com o Pai Natal, porque nunca me acreditei na história de que ele não existe. Foram, sim, as SMS. Essa praga urbana que invadiu cada lar e perturbou as nossas consoadas, as nossas trocas de presentes. Em vez das piadas exaustivamente repetidas pelo meu tio ano após ano, em vez do som grave do meu avô a ressonar depois de duas ou três postas de bacalhau, em vez das conversas profundíssimas das minhas tias sobre serviços de jantar, a atmosfera é invadida pelo som estridente de sete Nokias, quatro Motorolas e um ou dois Samsungs, anunciando essas infâmes mensageiras da originalidade que são as mensagens escritas. Ou são as estrelas enviadas para "cada um dos meus amigos/as" ou os "presépios que este ano não existem" (e repare-se na função de crítica social que algumas destas mensagens conseguem encerrar em si) ou, ou, ou (como diria o outro)...

Enfim, no meio desta panóplia de mensagens modelo, repetidas de ano para ano, enviadas mesmo sem olhar para todos os contactos, muito são de louvar os resistentes que insistem em mandar uma mensagem personalizada. Mostra pelo menos que sabem para quem estão a desejar uma Noite Feliz e evita mandar uma mensagem destinada a homens a uma mulher,por exemplo.

Boas Festas!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL


A equipa do Torrada deseja a todos os leitores um FELIZ NATAL.