Enquanto somos novos, pensamos que somos de ferro, que nada pode causar amolgar a nossa saúde.
Expomo-nos a todas as intempéries sem preocupação por encontrar abrigo, dormimos mal e ingerimos cafeína q.b., consumimos alimentos de elevado teor calórico e com pouca diversidade nutricional; levamos uma vida demasiadamente sedentária; praticamos pouco desporto,; respiramos ar poluído e fumamos tabaco como se de rebuçados se tratassem; bebemos bebidas alcoólicas; vamos frequentemente para a cama com os dentes por escovar....
Com tudo isto e muito mais, o ferro começa a enferrujar. As rodas e as engrenagens começam a perder fulgor, a pedir óleo.
Ao fim de alguns anos, aumentam os custos de manutenção. O factor capital começa a perder rendabilidade a olhos vistos, caminhando no sentido de se tornar obsoleto. O problema é que a mudança de peças só se pode fazer em casos extremos e acarreta riscos muito elevados, podendo inclusivamente comprometer irreversivelmente o material.
Iludido, julguei ter descoberto a solução para os meus desaires na gestão da saúde: a droga. No curto prazo, potencia a produtividade.
Todavia, parece que, no final do exercício, não faz nada bem...
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Estupefacientes
Publicada por Tiago Lima à(s) 16:27 3 comentários
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Bruce Willis
Para muitos provavelmente o melhor actor alguma vez captado em película, Bruce Willis é um ícone vivo.
A dias dos 53 anos, Bruce Willis distingue-se como o ídolo de grande parte dos estudantes de Direito em Portugal. O seu charme, a sua desconcertante frieza face ao perigo, e todo o look “Who gives a fuck?”, tornam-no no modelo a seguir por esta classe estudantil portuguesa quando confrontada por provações como Direito Administrativo, orais que serviram de inspiração a inspectores em Guantanamo Bay, e vilões de hirto laço.
Segundo recentes dados do INE, ídolos como Dalai Lama, Martin Luther King Jr. ou António Sala, foram recentemente ultrapassados pelo actor que nas telas celebrizou o detective John McClane. Os dados mostram que para isto contribuiram o recente sucesso de Live Free or Die Hard, onde de novo portagoniza o intrépido detective, bem como o facto de se ter divorciado da sua belíssima esposa, sem nunca abandonar o seu look “Who gives a fuck?”…
Há dias perguntaram-me porque abandonei a praxe. “Porque queria ser o caloiro ‘Bruce Willis’, mas eles preferiram chamar-me caloiro ‘bonito’!”, respondi. Foi duro…
A minha prima Isabel não gosta do Bruce Willis, mas eu cá admiro-o…
Publicada por Guilherme Silva à(s) 16:39 3 comentários
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Quem quer saber? Queremos todos!
Publicada por Ferreira Ribeiro à(s) 10:29 3 comentários
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Fome. Esperança. Gula
Passava já das 10:30h quando abandonei, a custo, o meu pachorrento leito. A fome já durante a noite me vinha apertando o estômago, mas nada havia em casa para saciar meu voraz apetite. Passaram-se as horas, e a preguiça superava a fome. Definhava, isolada do mundo, à distância de uma refeição que me ressuscitasse, me trouxesse de volta a vontade de viver...
Talvez tenha sobrevivido, mas já nem sei dizer. Só me lembro de regressar à cama, desejando algo que pudesse dar um novo sentido à minha existência, de uma qualquer luz que não a do meu velho candeeiro que me guiasse nas tortuosas jornadas da vida.
Antigamente eu não era assim, perdida e pessimista. Era uma jovem positiva, que irradiava uma alegria inigualável, que contagiava com risos as outras pessoas com tanta facilidade como se tal se tratasse de um vírus incurável...e do qual ninguém parecia ter pretensão de recuperar.
Agora, faminta, melancólica, moribunda, apercebi-me de uma coisa. Preciso de alguém ou alguma coisa que me contagie como eu fiz em tempos aos outros, que me revitalize o corpo e a mente, de um Red Bull incorpóreo que me dê asas...
Ou então outra coisa...
Publicada por Tiago Lima à(s) 09:29 5 comentários
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Evolução da espécie...
Evolução...provém do latim "evolutio", i.e, "desabrochamento"(palavra envolvida de uma certa pertinência no tema em questão)...
Desde o século XIX, "evolução" é geralmente usada como referência a uma evolução biológica e mudanças nas características da vida(e que mudanças...).
Hoje falarei de uma espécie em especial...Os ícones da miudagem...
Não falo de qualquer Super-homem ou Homem-aranha...mas sim das meninas escolhidas para entreter a criançada...
Longinquamente...tudo começou com a Xuxa..."rainha dos baixinhos"
...e como qualquer produto estrangeiro que funciona...viria a ser adoptado em Portugal...
Bonita, jovem, boa voz entre muitas outras coisas boas e sugestivas (basta ver o quão apelativa parece esta capa)->
Recuemos à minha infância...
Sei eu hoje que começou no A e a seguir vem o E por causa desta "menina inocente" ...
Cantava e encantava "xinkiwinkis"...
A menina começou a sentir-se mulher e a necessitar de algo mais...especialmente na região do peito...
Resultado...
History repeats itself...Poderia ser este um exercício de "descubram as diferenças"?
Os miúdos sabem hoje o valor da amizade por causa desta "menina inocente"...
Cantava e encantava "xinkiwinkis"
A menina começou a sentir-se mulher e a necessitar de algo mais...especialmente na região do peito...
Resultado...
O que é hoje a Ana Malhoa? o que será amanhã a Luciana Abreu? (deixo a entoação à escolha do leitor, de desapontamento, indignação ou excitação)
Não deixa de me dar um especial prazer sádico ver certos assassínios de carreira...já ouvi dizer porém, que os shows lésbicos na lama resultam em assinaláveis fortunas para as suas intervenientes...
Ps: aguarda-se ansiosamente pela próxima Estrela dos mais novos...diz-se já estarem abertos os castings...Alexandra Lencastre esteve na calha, porém o seu aspecto maternal pareceu não adequar-se aos progamas que começam às 7 da manha, estando porém assegurada a sua contratação para os programas que acabam às 7 da manhã!
A equipa Torrada do Meio teve acesso exclusivo aos mais recentes castings...fiquem com a Náná!
Publicada por Hugo à(s) 13:21 3 comentários
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Do Carnaval e do frio que nessa época se sente em lusitanas terras
E que bem se pronunciou a sabedoria popular (popularucha, direi melhor) portuguesa sobre esta acesa polémica das estações do ano. Que melhor argumento que os grandiosos desfiles de Carnaval à moda brasileira de localidades como Ovar, Mealhada e Nazaré? É tão claro como a água que entre Dezembro e Fevereiro não se fazem sentir temperaturas reduzidas neste luso cantinho. Como poderá o argumento proceder face a imagens como esta?

Repare-se no azul do céu lá atrás e na forma como está vestida a multidão que assiste na moderníssima arquibancada, construída para melhor comodidade do público (atente-se a título de exemplo no indíviduo de camisola vermelha)... É notório o calor que se faz sentir na localidade que serviu de palco a este grandioso desfile de Carnaval, que quase (quase) faz inveja ao desfile da cidade brasileira de Santa Catarina de Japarecuaçú.
Mas não se esgotam aqui os argumentos. A comunicação social encarrega-se de os enumerar:
«3 fevereiro 2008
Cancelado o Corso de Domingo - Em virtude das condições meteorológicas, está oficialmente cancelado o desfile de hoje. (...)»
in http://noticias.sapo.pt/lusa
«Nazaré, Leiria, 03 Fev (Lusa) - A chuva intensa que se fez sentir na vila da Nazaré interrompeu o desfile carnavalesco na Marginal, mas muitos foliões ainda insistiram em terminar o corso.»
Meus senhores, reformem-se os manuais e os programas de Geografia do ensino básico e secundário, que as nossas crianças estão a ser mal formadas!
PS.: deixemos as imitações rascas e defendamos a tradição portuguesa. A importação é bem-vinda quando necessária e, acima de tudo, quando feita com bom gosto. Para quê fazer desfiles com senhoras em biquini, por mais agradável à vista que isso possa ser, se as condições atmosféricas desta época do ano não o permitem? Sejamos razoáveis. Resta-nos esperar que as meninas da fotografia não tenham ido parar ao hospital com hipotermia. 'Taditas!
Publicada por Ferreira Ribeiro à(s) 11:12 2 comentários
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
A idade da inocência (e da discórdia)
Há perguntas que são inevitáveis. Pura e simplesmente somos impelidos a fazê-las quando para tal surge a oportunidade.
"O que é que queres ser quando fores grande?"
Pais, avós, tios, primos mais velhos, professores, amigos dos pais, familiares por afinidade sempre a obedecer ao protocolo de perguntar... Enfim, todos nós ja fomos questionados quando ainda cambaleávamos de guizo na mão, quando andávamos à volta da fogueira sem saber o que tinha custado a liberdade.
Quantos bravos bombeiros, quantos dedicados médicos, quantos rigorosos polícias, quantos craques da bola teríamos hoje se o nosso futuro tivesse sido definido nessa altura... Sonhar é bom. Ajuda-nos a crescer, a sermos realistas, a termos uma meta, ainda que saibamos de antemão que tal nunca passará de uma miragem.
Contudo, há quem não queira passar para a faixa etária subsequente (e não me estou a referir à Floribella). Há sempre alguem que quer remar contra a nefasta irretroactividade da suprema Lei da Natureza.
"Quando eu for grande quero ser pequenino!" insistem alguns incautos garotos, plenos de inocência.
E não é que alguns conseguem mesmo rejuvenescer?
Mas... Serão eles capazes de suplantar a lei perante a qual não há possibilidade de recurso? Não estou seguro disso. Talvez consigam ultrapassar a lei, mas apenas a criada pelos homens...
Se Deus quer, e o homem sonha... Porque não?
Publicada por Tiago Lima à(s) 06:46 0 comentários
sábado, 19 de janeiro de 2008
batatada..
Assim sendo, tenho sentido um apetite duma intensidade notável de fazer algo que já há muito, muito tempo não faço. Tirem essas ideias macacas da cabeça, tem-me apetecido andar à porrada! Importa desde já esclarecer o âmbito de aplicação da expressão andar à porrada - sendo este o mais acanalhado possível..
Posto isto, tenho andando a elencar comigo mesmo uma serie de situações com que me tenho deparado no meu dia-a-dia e que tem motivado os meus acessos de carinho!
Pois é, é isso mesmo, precisava de atestar uns selos em gajos de 19 anos que vão para cabeleireiros de senhoras denegrir a imagem de colegas sem ganhar absolutamente nada com isso; em artistas que têm a mania que são dreads da street lá porque são quase cinturões negros e depois levam grandes treinos; nos sindicalistas, em todos em geral, mas nos que promovem a greve dos argumentistas nos EUA e não me deixam ver as minhas séries, em especial (sem esquecer a tropa toda da CGTP); nas pessoas que dizem que não contratam licenciados porque têm formação a mais; no Paco Fortes; no Centro Democrático Social e respectivos assessores de imagem; no assobio do David Fonseca que não me sai da cabeça; nas pessoas que insistem em dizer a porcaria do "s" ao conjugar os verbos na 2ª pessoa do singular, no pretérito perfeito, na interrogativa (vá eu explico.. entendestes?!); entre outros..
eu sei que no âmbito da parvoíce do Torrada não devia estar p'ra aqui com divagações deste cariz mas pensando bem também atestava dois tentos bem aviados no artista que se lembrou de inventar este template para o blog.. mas enfim!
ah, outra coisa, enquanto escrevia este post ouvia os comentários finais na emissão da TSF ao FCPorto - CDAves a contar para a Taça de Portugal. No fim, o jornalista que orienta a emissão passa a introduzir a típica eleição do melhor em campo pela equipa TSF. X a tua opinião - "jogador y", Y a tua opinião - "para mim, Ernesto Farias" , para mim Ernesto Farias também o melhor em campo.. e aí está melhor em campo para a equipa TSF o avançado do FCPorto, Ernesto Farias.. SÃO 3 PESSOAS!!! mas que raio de eleição é esta pela "equipa TSF"? ei, grande sondagem, sim senhor quem será 30 votos e tal..
não, 3 pessoas, siga o Farias! com franqueza..
enfim juventude, e pergunto eu, onde esta o meu direito de mandar uns pêros bem assentes?
(ahh, aliás, considere-se avisada!)
Publicada por jünger à(s) 21:22 3 comentários
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
100% Alma
O nascimento de Jesus Cristo marca início de um calendário, o Gregoriano, adoptado por grande parte do nosso mundo como a referência temporal da História.
Jesus uniu num só credo, numa só fé inabalável, milhões de seguidores, sendo “alvo” de uma venerações despretenciosa e sem precedentes, pela sua bondade inata, pela vontade de ajudar o próximo, enfim, pelos ideais que defendeu até ao seu fim carnal… para nos salvar
Cerca de 2000 anos depois, surgiu uma nova estrela… Tal como Jesus Cristo, reuniu discípulos e arrastou multidões. Não na Palestina, mas em Portugal. Não por transformar água em vinho, mas por transformar passes em golos. Não por espalhar uma mensagem pelo mundo, mas por espalhar magia por incontáveis campos pelados de futebol…
José Manuel (a.k.a. Zé Manel Picão) nasceu para brilhar. Desde cedo se percebeu que ali havia algo mais do que puro talento; havia paixão. Paixão essa que, ao longo de mais de uma década, contagiou todos aqueles que acompanharam o maravilhoso mundo da Associação de Futebol de Braga, em particular um ilustre clube sito nas imediações da Cidade Berço: o Clube Desportivo de Ponte.
Com um porte e estilo de jogo elegantes (mas não menos eficientes), Zé Manel conduziu os destinos dentro das quatro linhas do clube que o viu nascer, sempre com toda a dedicação que um ser humano pode empregar numa tarefa. Contudo, o modo como encarava cada desafio, cada adversário, cada guarda-redes inspirado, cada muralha defensiva, dava a entender que para ”El Pibe de S.João”, o jogo não era meramente uma tarefa. Era uma autêntica filosofia de vida, perfumada por aquela fragrância, pautada por um fervor tão peculiar, por “aquele” fervor, que é apanágio dos predestinados.
Podia ter sido médico, advogado ou até construtor civil… mas o fado destinou-lhe o futebol, para gáudio da “aficción” do seu clube. Ver o Ponte a jogar, era ver o Zé a jogar. Não estou com isto a retirar mérito aos demais membros do plantel, apenas estou a exaltar, ou melhor, a recitar, qual epopeia, as fabulosas aptidões do nosso Astro.
No entanto, “everything that has a beggining, has an end”. Volvido um incontável número de temporadas ao mais alto nível, chegou a altura de pendurar as botas, arma letal ao longo da sua carreira, de onde saíram imensos tiros de regozijo das gentes…
Sem dúvida, o futebol ficará mais pobre. Mesmo assim, os momentos inesquecíveis por ele protagonizados, ficarão eternamente pintados na tela da nossa memória. Valha-nos isso.
Isso e a esperança que prolongue o seu trabalho, agora fora das quatro linhas. Que seja ele o Pastor de um rebanho fiel e empenhado, tal como Jesus foi. Refiro-me agora aos jogadores, que enriqueceram com o seu legado.
Fecha-se um ciclo, mas um novo começa. Do mesmo modo que o filho de Maria continua vivo no presente (e certamente continuará), a garra e o querer inabaláveis do nosso mágico ficarão para sempre incrustadas nos horizontes da memória.
Um bem-haja
Publicada por Tiago Lima à(s) 11:12 3 comentários
sábado, 29 de dezembro de 2007
Fia-te na virgem e não corras...
Sempre me fora dito(ou pelo menos pela minha querida avó), que a Bíblia, qual fax divino, era a palavra do Senhor e que todos segundo esta deveriam guiar as suas vidas...
Blasfémia, rosnava a velhinha quando eu dizia que não era para "levar à letra"...o Senhor é perfeito...
"Mas a religião podia tomar uma posição e actualizar o manual da Catequese...", Blasfémia...isso seria negar pressupostos de uma realidade que não é questionável...mudar toda o fundamento de uma religião...
"Mas não pode ser perigoso dizer aos meninos para lerem a Bíblia, interiorizarem a palavra dos diversos autores que põe no papel a vida e vivências "do Jesus" e seus contemporâneos?" Não...a Bíblia é um conjunto de valores inestimáveis e perfeitamente intemporais...
Transcrevo aqui uma carta em tom jocoso...em resposta aos que apelidam de "cabrões dos ateus", mostrando toda a simpatia de que um "cego" religioso consegue ser capaz...
“Laura Schlessiger é uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Recentemente ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levítico 18:22 e não pode ser perdoada em nenhuma circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para dra. Laura, escrita por um cidadão americano.”
“Cara Dra, Laura:
Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas na Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu programa, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 afirma claramente que isso é uma abominação. Mas eu preciso de sua ajuda no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las nos dias atuais:
a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?
b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Hoje, qual você acha que seria um preço justo por ela?
c) Levítico 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir escravos canadenses?
d) Levítico 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100% ou pode-se dar um jeitinho?
e) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem ser mortos?
f) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19, plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliéster). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los, conforme nos é ordenado em Levítico 24:10-16? Não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros?(Levítico 20:14)
PS. Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a Bíblia é a palavra de Deus e é eterna e imutável.
Seu discípulo.”
Já agora...caros amigos de curso...Temos exame de Direito Penal dia 5...Sábado...Boa Sorte e cuidado...
"Executar todo aquele que fizesse qualquer atividade no dia de sábado". Esse mandamento está em Êxodo 20:8 a 11 e Levítico 23:3.
Publicada por Hugo à(s) 14:35 2 comentários
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Natal e... pragas urbanas
Ando um ano inteiro a preparar-me para o Natal. Em Janeiro, abomino-o na ressaca dos doces. Em Fevereiro e Março ainda me vem à boca um saborzinho estranho quando ouço a palavra. Em Abril, Maio, Junho, Julho, Agosto e Setembro, passa-me ao lado mas se me lembrar dele já me vem à cabeça como recordação agradável de uma estação do ano muito distante, quando chove e faz frio e sabe bem vestir muita roupa (o que me soa muito estranho, principalmente nos meses de Verão). A partir de Outubro, não há nada a fazer, começo a senti-lo chegar ao longe, aos poucos, pedindo licença para entrar à boleia das primeiras chuvas e das primeiras temperaturas abaixo dos 10ºC e isso fascina-me. E quando chegamos a Dezembro, já não penso noutra coisa.
Sempre foi assim que vivi a chegada do meu Natal, alegre, em ebulição diria mesmo. Até que algo mudou a minha forma de o ver e não, não teve nada que ver com o Pai Natal, porque nunca me acreditei na história de que ele não existe. Foram, sim, as SMS. Essa praga urbana que invadiu cada lar e perturbou as nossas consoadas, as nossas trocas de presentes. Em vez das piadas exaustivamente repetidas pelo meu tio ano após ano, em vez do som grave do meu avô a ressonar depois de duas ou três postas de bacalhau, em vez das conversas profundíssimas das minhas tias sobre serviços de jantar, a atmosfera é invadida pelo som estridente de sete Nokias, quatro Motorolas e um ou dois Samsungs, anunciando essas infâmes mensageiras da originalidade que são as mensagens escritas. Ou são as estrelas enviadas para "cada um dos meus amigos/as" ou os "presépios que este ano não existem" (e repare-se na função de crítica social que algumas destas mensagens conseguem encerrar em si) ou, ou, ou (como diria o outro)...
Enfim, no meio desta panóplia de mensagens modelo, repetidas de ano para ano, enviadas mesmo sem olhar para todos os contactos, muito são de louvar os resistentes que insistem em mandar uma mensagem personalizada. Mostra pelo menos que sabem para quem estão a desejar uma Noite Feliz e evita mandar uma mensagem destinada a homens a uma mulher,por exemplo.
Boas Festas!
Publicada por Ferreira Ribeiro à(s) 15:40 4 comentários
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
FELIZ NATAL
A equipa do Torrada deseja a todos os leitores um FELIZ NATAL.
Publicada por Hugo à(s) 06:31 2 comentários
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
Abderramão I – O homem por trás do mito
Ainda me lembro da primeira vez que tomei conhecimento da existência de tão nobre vulto da história mundial. Foi enquanto folheava o livro de Historia do Direito Português em busca de imagens ou cartoons divertidos, que me deparei com o relato das façanhas e desventuras de Abderramão I.
Desde cedo desejei saber mais sobre esta personagem, cujo nome quase me cuspo quando pronuncio. Com muito tempo livre, “parti” numa demanda pela descoberta do verdadeiro Abderramão I, aquele que não vem impresso nos livros.
Ao que parece, além de exímio diplomata e estratega, Abderramão I era também um “homem dos sete ofícios”. Consta que deixou marcas no mundo do desporto, engenharias, artes dramáticas e artes gráficas. Como desportista ficou conhecido como o pai do salto em altura, ou pelo menos como o conhecemos hoje. Na altura um desporto com poucos adeptos, e sempre em número decrescente, o salto em altura “emergiu” quando Abderramão I definiu que no final do salto o atleta deveria cair sobre uma superfície macia e acolchoada, ao contrário da cama de pregos envenenados que até então se usava.
Na engenharia distinguiu-se como o inventor do descascador de batatas e do diablo, sendo portanto um herói para muitos de nós (ah, como são boas as batatas fritas). Nas artes dramáticas ficou famoso graças à invenção da "técnica oratória humildemente entediante”, imortalizada por Júlio Isidro.
Foram estes os principais segredos de Abderramão I que descobri na minha exaustiva pesquisa de três horas. E isto não aprendemos com o Dr. Adragão.
Publicada por Guilherme Silva à(s) 19:15 5 comentários
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Ou se ama...ou se odeia...
Estes são os resultados da primeira sondagem torradiana...
Uma coisa é certa...este não é o melhor template de sempre, nem é fixe sequer, mas deixa-nos um certo consolo de ser melhor que antes...
Pode-se concerteza afirmar, também, que o sucesso deste blog está realmente na nossa beleza física...
Como Apolos contemporaneos que somos, note-se que há ainda alguns, leia-se lobby, invejosos(29 %) que acham isto nojento e nunca mais cá vêm...
Não mentimos, somos um blog de elites... Não somos apenas para quem gosta de pão, mas de pão torrado e apenas de parte deste...e tal como Jesus, também não agradamos a todos(e também não somos comunistas já agora, (pre)ver futuro post - jesus como o primeiro comunista da história)...
Resta-nos agradecer ao público por esta demonstração de carinho, que vai de encontro ao objectivo genesíaco do nosso blog, mostrar toda a nossa beleza e potencial físico! Agradecer aos poucos românticos que acham que o importante é o conteúdo, e descobrir, sendo a principal virtude desta sondagem, que quem nos acha nojentos continua a cá vir, pra dizer que somos realmente nojentos, deixando à consideração os boatos de que correm que somos um bando de nerds carecas, óculos e com 170 kg, à 3 semanas em frente ao computador, a comer fatias de pizza...
Publicada por Hugo à(s) 03:27 0 comentários
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Run Forrest, run!
Contudo, o nosso frenético relógio biológico não é digital, não dá para regular quando nos é mais conveniente... Isso faz com que, quando somos sujeitos a uma eventual (e inevitável) noite melancólica, passada na solidão do lar e sem uma ligação à World Wide Web (a verdadeira lifeline nestas circunstâncias), nos apercebamos de alguns verdadeiros fenómenos no mundo televisivo pós horário nobre...
Tenho que admitir que gostei. So espero é que não demorem muito tempo a fazer daquelas noites de estreia à moda antiga, logo após o bloco informativo das 20h; o Speed - perigo a alta velocidade, por exemplo, era o ideal: tem acção para dar, vender, emprestar, doar, guardar, alienar ou deixar em testamento, passou recentemente no cinema, tem desempenhos brilhantes, uma mensagem/moral da história que nos faz parar para reflectir e é pouco propício a eventuais intervalos (não vá o sr.Moniz querer arrecadar umas receitas extra a custa dos seus indefectíveis telespectadores).
Finalizo com uma palavra de apreço para os responsáveis pela grelha de programas da estação de Queluz de Baixo. Não é qualquer canal generalista que tem a sensibilidade para brindar com produções de tamanho calibre quem, por infortúnios da vida ou simplesmente por opção, vai dormir quando a maioria dos despertadores se agitam... É reconfortante saber que há quem zele pelo descontrolo do nosso relógio biológico.
Um bem-haja ao serviço público de qualidade!

Publicada por Tiago Lima à(s) 14:13 6 comentários
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Torradeira nova...
Foi recentemente adquirida uma nova torradeira para vos servir cada vez melhor...
Aquela Torrada tosca, mas forte em sabor...vê-se agora substituída por uma igualmente saborosa na sua receita, mas com uma melhor apresentação...
E porque os olhos também comem...Espero que gostem...
PS: Já está criada a nossa primeira filial!!! TORRADA DO MEIO - JOGOS
Publicada por Hugo à(s) 18:10 3 comentários
domingo, 25 de novembro de 2007
Tributo a Tarik Sektioui...
Quem não se interrogou durante estes vastos dias...outra vez o Tarik quando ligo o Torrada?
Pois bem...foi o nosso tributo ao marroquino, invocado quotidianamente nos jogos solteiros contra casados após um "golo à Tarik"!
Pensamos aumentar este período de homenagem, até porque Tarik voltou a ter direito a uma repetição no resumo da TVI, após uma "finta à Tarik"!
Mas uma descoberta macabra dá-se na nossa redacção...
Escrevera eu à uns minutos atrás..."enganem-se todos aqueles que endeusam Tarik...ele afinal é humano e erra...
Como ser divino que é, cometeu os seus pecados e sofreu antes de alcançar a sua meta sagrada...
Tarik era considerado um aborto mal conseguido, um erro da Natureza e Chernobyl, filho de pais incógnitos porque eles assim o querem, uma besta destra com dois pés esquerdos...
A história muda numa noite estrelada em Marselha...Tarik não mais seria substítuido ao intervalo...e o resto já sabemos..."
Será que sabemos?
Não...não sabemos nada de nada...
Eu, em mais uma interminável e vulgar busca no you tube, sob as tags "fun" "humor" "de rir"...ousei procurar "tarik best off"...
Não sei porque o fiz...mas...
Tarik afinal tinha uma vida anterior de génio futebolístico(e não conta a passagem pelo Marítimo)...estragando toda a história que eu ia contar aos miudos na catequese...
Apesar de tudo Tarik, continuarás para sempre no meu coração...afinal tu és o exemplo que a teimosia do mister Jesualdo tem um objectivo mais profundo para além de agradar aos benfiquistas...tu és e serás exemplo para todas as crianças do nosso país...
Pois se o Tarik triunfou e foi capa de "o Jogo"...porque não eu?
PS: alguém consegue evitar a sensação, sempre que o Tarik vai receber a bola, que ele vai falhar? tipo no golo em Marselha...
"Tarik finta um(nem sabe como fez), finta outro(lol,agora vai tropeçar),e finta outro(olha ele sem saber ler e escrever) finta o guarda-redes(agora vai rematar por cima)...golo(não acredito, tenho que ver a repetição)"
Publicada por Hugo à(s) 17:42 7 comentários
sábado, 3 de novembro de 2007
Teoria da Relatividade do Tempo...(e da Língua Portuguesa)
Após o último post do excelso Ruben, sobre o tempo, a confusão invadiu a minha a mente...Nunca mais me poderia queixar de não ter tempo para algo(como poderia de qualquer forma ter "tempo" se ele não existe)...nunca mais também chegaria atrasado...
Mas o tempo é per si um conceito confuso, portanto coloquei rapidamente de parte a hipótese de lobotomia....
Passando a questão quantitativa...uma performance de 9 segundos é para muitos "precoce", para outros um objectivo de vida(veja-se o Obikwelu)....
Falo da questão qualitativa do tempo e sua relatividade...
Já abordada por Einstein(veja-se wikipédia, à conta e risco do leitor), agora ilustremente, cabe-me "adendar" esta teoria...
Cabendo infinitos silogismos nas seguintes considerações mas tentando roubar o menos tempo possível ao caro leitor(cá está a piada fácil)...o mais apoquentador é o conceito de dia e noite!
"não venhas à noite" é diferente de dizer "vem antes de anoitecer"?
A noite começa às 8 da noite(já que anteriormente vinham as 7 da tarde) ou quando escurece?
Na Noruega onde o máximo que escurece durante 6 meses é o referente ao lusco-fusco, os putos podem sair até às horas que lhes apetecer, dependendo da abordagem do progenitor?
Como se distinguirá o Jornal do Meio-Dia do Jornal da Noite?
Os Cinemas deixam de ter sessão da noite porque não escurece?
Conclusão óbvia...Noite passará certamente a ser após as 8, ultrapassando o factor da luminosidade...
É então possível ser Noite sendo ainda de Dia!
É possível ser de Dia, sendo ainda de Noite!
Esqueçam portanto a estúpida aferição que "de noite todos os gatos são pardos", também o podem ser de dia...
De resto e proverbialmente falando "quem perde a noite perde o dia"
A esta questão se relaciona o problema de quando se encontra o dia novamente...e para isto é preciso que se passe outra noite para se chegar ao dia, mas como ficar acordado de noite é perder o dia, este ciclo nunca se fechará arrastando todos os coitados que sofreram as pragas deste ditado para um limbo sem fim...
Concluindo, veja-se que se pode chamar Dia à soma dia e noite(ou a vitória da luz sobre as trevas!!!!) e resolve-se de vez o assunto, usando-se também o relógio...
DUHHH, morangosamente açucarados terão exclamado os fieis leitores...
Então venham-me corrigir quando disser "Bom Dia" às 10 da Noite...
Publicada por Hugo à(s) 19:06 0 comentários
sábado, 27 de outubro de 2007
Olha a hora!
Lia eu com relativo interesse a publicação mensal "Super Interessante" (belo jogo de palavras, hein?) que, apesar de ter nome de revista cor-de-rosa, versa, sobretudo sobre Ciência, quando me deparei com o seguinte texto:
"Em Agosto de 2003, um jovem neozelandês de 27 anos, chamado Peter Lynds, causou uma certa polémica. A revista científica Foundations of Physics Letters acabava de aceitar um artigo da sua autoria, o qual, segundo se dizia, iria revolucionar a Ciência. Após a publicação, chegou a ser comparado a Einstein e começaram a circular os mitos urbanos(...)."
Se antes lia com relativo interesse a publicação, agora todo eu me concentrava única e exclusivamente naquelas palavras tão excitantes (apesar de ter a televisão ligada na RTP Memória que geralmente me absorve totalmente, tal a qualidade dos seus programas). Algo que iria revolucionar a Ciência? Peter Lynds era já comparado a Einstein? O mundo iria, com certeza, mudar! Cura para a SIDA? Descoberta de vida extra-terrestre? Ou melhor, uma teoria que explique em condições o início de vida na terra? O meu coração batia já descontroladamente, procurando as palavras que respondessem às minha ânsia de conhecimento. Ganhando coragem, continuei:
"Lynds postulou que o tempo é uma ilusão e que a realidade não passa de uma sequência de acontecimentos relacionados entre si."
Uau!!! Nunca seria capaz de imaginar tal coisa! O tempo é uma ilusão? Que génio da Ciência! Que mente! Como é que estas pessoas iluminadas conseguem chegar a estas conclusões tão brilhantes? Só falta afirmar que o tempo foi uma invenção do Homem, decorrente das suas necessidades de convivência social e de subsistência, relacionadas com a sucessão dos acontecimentos e a necessidade de criar pontos de referência quanto a essa sucessão. O tempo é uma ilusão... Não estou em mim!
De facto, os cientistas conseguem sempre surpreender-nos com novas e fascinantes descobertas, muitíssimo necessárias à permanência do Homem na Terra. Que seria de nós se não fossem estas mentes brilhantes? Estou completamente rendido e, claramente, nunca mais serei o mesmo...
P.S.: Peter Lynds trabalhava (à época da sua grandiosa descoberta) numa companhia de seguros e havia frequentado na faculdade aulas de física durante um semestre. Uma vida dedicada à Ciência e um currículo invejável como este só poderia culminar com uma descoberta de tão elevado calibre.
Publicada por Ferreira Ribeiro à(s) 07:15 2 comentários
domingo, 21 de outubro de 2007
A doutrina diverge...
Os bancos da catequese, lá no salão paroquial da minha freguesia, já lá vão. As salas exíguas, onde não havia lugar para todos, onde outrora passava as tardes de Sábado, onde dizia a plenos pulmões "eu tenho um amigo que me ama", já não contam com a minha presença.
Arrumei os livros, após dez anos de percurso ao mais alto nível, a dar trabalho ao hipotálamo, por sentir que a minha viagem tinha terminado. Tinha feito o Crisma!
Dois anos se passaram. Mas será que, após a conclusão da minha vida académica espiritual, fiquei um bom profissional?
Tenho as minhas dúvidas. Agora com Bolonha talvez faça um mestrado, não vá o Diabo tecê-las... Longe vão os tempos em que com uma simples licenciatura se conseguia ficar vinculado a um qualquer Deus, ao patrão do céu (seja ele onde for). Nos dias que correm, após a conclusão do curso, apenas uma minoria consegue colocação imediata, submetendo-se a qualquer tipo credo que possa aparecer. É aí que têm ganho cada vez mais relevo os cursos profissionais e mesmo os institutos politécnicos, cativando cada vez mais fiéis (perdão, estudantes...). Tal caso é o do IPTJ, Instituto Português das Testemunhas de Jeová, bem como de muitas outras escolas que vão ganhando progressivamente expressão e prestígio.
A praxe, como sempre, não reúne consensos, seja qual for o estabelecimento de ensino. Desde longas horas passadas de joelhos -a posição natural do caloiro- no bafiento confessionário, a fastidiosas sessões ao Domingo, que não raras vezes usurpam a hora de almoço, ou ainda actividades nocturnas em ambientes sinistros, com velas omnipresentes e cânticos obscuros. Não há como lhes escapar sob pena de ver a integração no meio comprometida.
Encontramos, como é óbvio, aqueles que levam a praxe demasiado a sério. Caloiros tão dedicados que dão a vida in nominem solenissima praxis, um fenómeno frequente nas faculdades do polo universitário do médio Oriente.
O manual adoptado ao longo do meu curso foi apenas um: a Biblia. Obra de tal modo extensa que se subdivide em duas grandes partes cronologicamente divididas. Contudo, o seu teor marcadamente metafórico torna ininteligível o seu conteúdo, sobretudo sendo eu um comum mortal. Motivo mais que suficiente para estudar por sebentas, os Catecismos ou, vulgarmente, "livros de doutrina".
Estes compêndios da Sagrada Escritura fornecem um auxiliar precioso para aqueles que pretendem concluir o curso. Para facilitar, incluem imagens e todas as palavras necessárias para nos dirigirmos cordialmente ao "Deus Pai"... Pai da ciência em questão. Contudo, outras publicações surgem, verdadeiras obras-primas redigidas por autênticos profissionais, dirigidas para outras áreas do saber. É o caso da revista "Despertai", que tem sido distribuida por meios menos convencionais, mas que vai ganhando seguidores de todas os sectores de especialização.
O meu percurso académico, como disse, já terminou. Serei eu um bom profissional? Provavelmente não. Quando sou chamado para a habitual rotina do trabalho, aqueles rituais sobejamente conhecidos que nos ocupam uma hora por semana (ou mais), procedo sempre de modo mecânico, acriticamente e sem inovar nos métodos. Falta-me gosto? Talvez... Será um problema ao nível da estrutura do ensino superior? Provavelmente sim.
Seja qual for a resposta exacta, duma coisa estou certo. Os recém-licenciados deixam sempre o trabalho, invariávelmente, com um pesaroso "graças a Deus", sabendo de antemão que o dia seguinte será igual... e igualmente indefinido.
Publicada por Tiago Lima à(s) 10:22 4 comentários


